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	<title>São Paulo Passado</title>
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	<description>Um pouco da história da capital paulista</description>
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		<title>A Marquesa de Santos e o Teatro Brasileiro &#8211; Uma palha da biografia</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Feb 2012 19:52:31 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Rezzutti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marquesa de Santos]]></category>
		<category><![CDATA[D. Pedro I]]></category>
		<category><![CDATA[Domitila de Castro]]></category>
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		<category><![CDATA[Titília e o Demonão]]></category>

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		<description><![CDATA[Em 1824, o imperador D. Pedro I decretou o fechamento do Teatrinho Constitucional São Pedro, no Rio de Janeiro. Os mexericos da época davam o motivo: os proprietários teriam impedido que uma certa senhora entrasse. A história não guardou o nome de quem a barrou, mas de Domitila de Castro, a futura marquesa de Santos, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saopaulopassado.wordpress.com&amp;blog=13512364&amp;post=267&amp;subd=saopaulopassado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em 1824, o imperador D. Pedro I decretou o fechamento do Teatrinho Constitucional São Pedro, no Rio de Janeiro. Os mexericos da época davam o motivo: os proprietários teriam impedido que uma certa senhora entrasse. A história não guardou o nome de quem a barrou, mas de Domitila de Castro, a futura marquesa de Santos, todos já ouviram falar. E esta nunca deixaria o teatro brasileiro.</p>
<p>Domitila entrou para o imaginário popular devido ao seu relacionamento com d. Pedro. Conheceram-se em São Paulo, em agosto de 1822, pouco antes de o jovem dissolver os laços políticos que nos uniam a Portugal. Ela, divorciada do primeiro marido; ele, casado há cinco anos com a arquiduquesa Leopoldina.</p>
<p>A crônica da época nos revela que, na noite de 7 de setembro, após o evento no Ipiranga, a cidade vestiu-se de gala e foi saudar d. Pedro no Teatro da Ópera, no Pátio do Colégio. Houve a apresentação da peça O Convidado de Pedra, de Tirso de Molina, sobre o célebre amante Don Juan, imortalizado por Mozart na ópera “Don Giovanni”. Nela, Leporello, servo do sedutor, conta que seu mestre tinha, só na Espanha, “mille i tre” amantes. D. Pedro, que assinava suas cartas para Domitila como “Demonão”, ficaria tão famoso quanto Don Juan pela quantidade de amantes, reais e atribuídas. Segundo alguns relatos, ele não ficou até o final da peça. Teria saído mais cedo para se encontrar com sua Titília, com quem tinha iniciado um relacionamento em 29 de agosto de 1822.</p>
<p>Quando Domitila foi morar no Rio de Janeiro, em 1823, a convite do já imperador d. Pedro I, o teatro ainda continuaria sendo, por muito tempo, palco de encontros entre ambos.</p>
<p>O comerciante inglês John Armitage deixou registrado o incidente ocorrido em setembro de 1824, quando Domitila foi impedida de entrar no Teatrinho Constitucional sob a alegação de que, por ser uma sociedade particular, somente era permitido o comparecimento de estranhos com convites especiais, que ela não possuía. Ao saber do incidente, o imperador, presente ao evento, retirou-se. Em 22 desse mês, d. Pedro, amparado pela lei que punia sociedades secretas e usando do pretexto de que o grupo teatral não havia submetido seus estatutos ao governo, ordenou que fechassem o teatro. Os artistas foram despejados, e seus trajes e cenários alimentaram uma enorme fogueira. Curioso com a cena, Armitage descobriu que o incidente devia-se à “Nova Castro”, uma referência zombeteira ao romance entre d. Pedro I de Portugal e Inês de Castro, que foi rainha depois de morta. Nome também de uma peça então em moda.</p>
<p>Durante os sete anos em que o relacionamento se desenvolveu, cheio de altos e baixos, ataques de ciúmes e juras de amor, o Imperial Teatro São Pedro de Alcântara, onde hoje se ergue o teatro João Caetano, no centro do Rio de Janeiro, foi um dos cenários onde era possível encontrar socialmente Domitila e d. Pedro sob o mesmo teto. Ele no camarote imperial, e ela, em outro presenteado por ele.</p>
<p>As cartas trocadas entre d. Pedro e Domitila mostram, por exemplo, que ambos eram fãs de peças:</p>
<p>“Como tu tens estado sem ires (e por mui justo motivo) ao Teatro, e tendo nós muito apetite de assistirmos à Comédia Francesa, e podendo-o não ir eu hoje ao Teatro, e ir depois de amanhã parecer combinação entre nós (&#8230;)” 13/12/1827</p>
<p>Em outra mensagem, o imperador ilustra bem como se dava o flerte, não apenas entre ele e sua amante, mas na sociedade em geral, pela “linguagem das flores”. Por esse código, que os viajantes ingleses já haviam notado na Turquia e que os franceses acabaram por disseminar pela Europa, era possível conversar sem palavras e a distância. Não só cada flor tinha um significado como o modo de ofertar e receber eram carregados de simbolismo.</p>
<p>“(&#8230;) Remeto-te como em sinal de paz esses lírios brancos (&#8230;). Eu muito estimarei que eles sejam por ti recebidos, conhecendo ao mesmo tempo que o amor por ti é que me compele a oferecer-tos. (&#8230;) Peço-te que pelo menos um dos lírios goze do teu calor no teatro.” 21/6/1829</p>
<p>No mesmo ano, d. Pedro baniria Domitila para São Paulo, grávida. Era necessário para demonstrar publicamente sua regeneração moral. A dificuldade dos emissários brasileiros em conseguir uma nova esposa para d. Pedro, após a morte da imperatriz Leopoldina, calou fundo no monarca, que, ao se ver casado com uma jovem princesa alemã de 16 anos, tomou todas as providências cabíveis para se livrar da amante.</p>
<p>De volta à provinciana São Paulo, a marquesa manteve os hábitos da corte. Adorava saraus e não perdia representações teatrais. Altiva, não se deixou abater quando um boato deu conta que uma trupe de atores amadores, formada por estudantes da Faculdade de Direito, iria lhe fazer uma sátira. Compareceu ao teatro, e a sátira não se realizou.</p>
<p>Domitila faleceu em São Paulo em 3 de novembro de 1867, perto de completar 70 anos. Deixou vasta descendência e uma fama tão grande e com tantos matizes que só poderia ter sido produzida por uma figura ímpar.</p>
<p>Monteiro Lobato, em maio de 1923, durante os festejos do centenário da independência, confidenciava ao seu amigo Godofredo Rangel:</p>
<p>“Estou com ideia dum romance histórico, Titila. Tenho de estudar o primeiro império para romancear historicamente a famosa marquesa do Pedro I. (…) A Titila titilava. Prendeu aquele garanhão durante oito anos”.</p>
<p>Desse romance projetado por Lobato não houve mais notícia até as pesquisas realizadas para a biografia Domitila, a Verdadeira História da Marquesa de Santos. O jornal paulista Folha da Noite de 21/11/1923 dá uma pista:</p>
<p>“Uma peça de Monteiro Lobato – A Oduvaldo Viana, diretor da Companhia Abigail Maia, o ilustre escritor Monteiro Lobato acaba de fazer a entrega dos originais da peça de época ‘A Marquesa de Santos’, que vai ser posta em cena com rigorosa montagem, no início da temporada.”</p>
<p>Infelizmente, essa peça nunca foi levada aos palcos. Não existe nenhuma outra notícia a respeito dela, e até o momento, nos acervos de Lobato e de Viana, nada sobre o assunto surgiu. Teria o pai da Emília “plantado” a notícia para ver a reação do público? O interessante sobre essa história é que Oduvaldo, mais tarde, representaria diversas vezes d. Pedro I, tanto em A Marquesa de Santos, de Viriato Correa, quanto em O Imperador Galante de Raimundo Magalhães Jr.</p>
<p>Em 4 de março de 1938, estreava em São Paulo a peça de Viriato Correa, que incluía três composições do maestro Heitor Villa Lobos: “Gavota-Choro”, “Valsinha Brasileira” e o famoso “Lundu da Marquesa de Santos”, que, sendo originariamente cantado por d. Pedro, hoje faz parte do repertório de sopranos. Domitila era representada pela atriz Dulcina de Moraes. Apresentada no Rio de Janeiro em 30 de março do mesmo ano, a peça contou com os atores Zilka Salaberry, como a imperatriz Leopoldina, Dercy Gonçalves, como uma aia na versão carioca, e Manoel Pêra, pai da atriz Marília Pêra, como Chalaça.</p>
<p>Montada com subsídio governamental, encaixava-se na política do Estado Novo de exaltação dos heróis nacionais. Domitila foi usada para, literalmente, endeusar d. Pedro I, como bem ilustra uma de suas falas ao relembrar o 7 de setembro: “[O imperador] não parecia criatura igual às outras criaturas. O sol caía-lhe em cima inteirinho e ele estava todo coberto de sol, todo dourado como figura sobrenatural. Como um deus!”. O público pôde, nessa peça, conhecer uma marquesa amorosa, ansiosa por atenção exclusiva, não poder ou negociatas. Titília, pronta a realizar o maior dos sacrifícios, resolve abandonar o imperador para salvar a honra do Brasil no exterior. O amor dela serviu de mote para apresentarem o herói da independência pronto para o consumo popular, em grandioso cenário e riquíssimo guarda-roupa.</p>
<p>Durante as comemorações do IV Centenário da Cidade de São Paulo, em 1954, foi posta em cartaz a peça O Imperador Galante, que havia estreado um ano antes no Rio de Janeiro. Escrita na década de 1940, foi levada ao palco com Oduvaldo e Dulcina novamente nos papéis principais. O ator Carlos Zara estreou profissionalmente nessa montagem. O Imperador Galante não ficou atrás do “tom” da obra de Viriato Correa. Segundo o crítico Décio de Almeida Prado, ela conseguira cumprir a missão de “encher o coração do público de ardor patriótico ou sentimental e os seus olhos de assombro e encantamento pela riqueza e pompa do espetáculo, obrigatório em tais evocações do passado”. (17/3/1954)</p>
<p>Sete anos depois, em 1961, desembarcavam no Rio de Janeiro os produtores norte-americanos Deed Meyer e Stuart Bishop, que pretendiam levar para a Broadway essa história de amor com o nome The Petticoat Prince. Bishop havia recebido de presente da cantora Barbara Ashley o livro Amazon Throne, de Bertita Harding, publicado no Brasil sob o título de O Trono do Amazonas: a história dos Braganças no Brasil, uma grande colagem de fofocas e mexericos históricos. Entretanto esse folhetim, que por pouco não virou outra peça da Broadway musicada por Ary Barroso em 1941, despertou o interesse dos produtores. Eles vieram fotografar e tirar as medidas do Palacete do Caminho Novo, antiga residência de Domitila no Rio de Janeiro, para convertê-lo em luxuoso cenário, que nunca saiu do papel.</p>
<p>Não foram apenas os norte-americanos que projetaram uma peça sobre Domitila que não estreou. Diversas outras Marquesas de Santos tiveram a mesma sina. Luís Edmundo publicou a sua em 1924. Premiada pela Academia Brasileira de Letras, nunca foi montada. A obra de Luiz Carlos Barbosa Lessa teve o mesmo fim. Escrita para as comemorações dos 150 anos da Independência em 1972, também não foi levada à cena. Ainda temos o caso ocorrido este ano, quando, a um mês da estreia, Lírios Brancos para a Marquesa, de Beth Araújo, foi subitamente cancelada pelo fechamento do Museu do Primeiro Reinado. O prédio, antigo palacete da marquesa de Santos, onde a peça seria encenada, será ocupado pelo Museu da Moda.</p>
<p>Durante as comemorações do sesquicentenário da independência, um d. Pedro I mais humano, e ainda apaixonado pela sua Titília, surgiu na peça Um Grito de Liberdade, de Sérgio Viotti. A montagem tinha Antônio Fagundes como d. Pedro, Ana Maria Dias como a imperatriz Leopoldina e Nize Silva interpretando a marquesa de Santos. Estreada em São Paulo em 24 de outubro de 1972, contava também com os autores Ruthineia de Moraes, Elias Gleizer, Zezé Mota, Tony Ramos e Marcelo Picchi. O tom político da peça dialoga com o Brasil da época da ditadura. Segundo o diretor Osmar Rodrigues Cruz: “Tentamos mostrar um homem comum e falível, suas relações humanas e as implicações políticas resultantes do caráter autoritário e da sede de poder deste imperador que preferia dissolver a Assembleia Constituinte a ter que admitir suas falhas e o cunho ditatorial de seu governo”.</p>
<p>Em 2000 colocaram Titília para cantar seu amor na ópera de câmara &#8220;Domitila&#8221;. Estreada no Rio de Janeiro, com música e libreto do compositor carioca João Guilherme Ripper, uma soprano, acompanhada por clarineta, violoncelo e piano, cantou as cartas recebidas de seu imperial amante. Contemplada com o Prêmio Circuito Funarte de Música Clássica em 2010, foi reencenada em Porto Alegre, Joinville, Cuiabá, Campo Grande e Dourados. No papel de Domitila a Soprano Maíra Lautert. A direção musical ficou a cargo de Priscila Bomfim e a direção cênica de Luiz Kleber Queiroz.</p>
<p>Uma das últimas peças a entrar em cartaz tendo Domitila como personagem foi escrita por Ênio Gonçalves. Pedro e Domitila estreou em 1984, tendo o autor como d. Pedro I e Taya Perez como a marquesa. A direção ficou a cargo de Mario Masetti. Com modificações finais no texto e o acréscimo de um casal de escravos que auxiliam na narrativa, teve sua última montagem profissional, dirigida pelo autor, em 2008.</p>
<p>Será que, com esse currículo, alguma sociedade artística teria coragem de expulsar Titília de seu teatro nos dias de hoje?</p>
<p>Paulo Rezzutti</p>
<p><em>Texto publicado na Revista da Sociedade Brasileira de Autores Teatrais &#8211; SBAT em dezembro de 2011</em></p>
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		<title>Quando começou em São Paulo? 458 respostas</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Jan 2012 13:18:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Rezzutti</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Na semana passada conheci o Laercio Cardoso de Carvalho, guia turístico da Caminhada Noturna patrocinada pelo Carlos Beutel, do restaurante Apfel. Esta semana, quando São Paulo comemora 458 anos, o Laercio me envio seu livro: Quando Começou em SP? 458 respostas pelo guia de turismo Laercio Cardoso de Carvalho. Com estilo de almanaque, a obra [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saopaulopassado.wordpress.com&amp;blog=13512364&amp;post=261&amp;subd=saopaulopassado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na semana passada conheci o Laercio Cardoso de Carvalho, guia turístico da Caminhada Noturna patrocinada pelo Carlos Beutel, do restaurante Apfel. Esta semana, quando São Paulo comemora 458 anos, o Laercio me envio seu livro: <em>Quando Começou em SP? 458 respostas pelo guia de turismo Laercio Cardoso de Carvalh</em>o.</p>
<p>Com estilo de almanaque, a obra conta quando atividades, equipamentos urbanos, serviços e tipos de construção começaram em São Paulo. O livro também revela que nossa cidade foi pioneira, tanto na América Latina, quanto no mundo, em diversos segmentos, sobretudo na participação feminina em diversas atividades antes exclusivamente masculinas.</p>
<p>A obra é repleta de curiosidades sobre nossa cidade e seus serviços. Como a primeira regulamentação cemiterial da cidade. O regulamento previa que se o morto não estivesse morto, e se levantasse do caixão durante o velório, tinha que pagar uma multa de 100 réis!</p>
<p>O livro é ilustrado com fotos em p/b, tem 181 páginas, custa R$ 30,00.</p>
<p>O lançamento será no dia 14 de fevereiro, terça-feira, no Restaurante Apfel Jardins, Rua Bela Cintra, 1343 das 19h30 às 21h00. Caso não possa comparecer os pedidos podem ser feitos diretamente com o autor pelo e-mail: laerciocardosodecarvalho@yahoo.com.br</p>
<p><a href="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2012/01/capa-janeiro2.jpg"><img class="wp-image-262 alignleft" title="capa-janeiro2" src="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2012/01/capa-janeiro2.jpg?w=346&#038;h=489" alt="" width="346" height="489" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saopaulopassado.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saopaulopassado.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saopaulopassado.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saopaulopassado.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saopaulopassado.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saopaulopassado.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saopaulopassado.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saopaulopassado.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saopaulopassado.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saopaulopassado.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saopaulopassado.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saopaulopassado.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saopaulopassado.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saopaulopassado.wordpress.com/261/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saopaulopassado.wordpress.com&amp;blog=13512364&amp;post=261&amp;subd=saopaulopassado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo dá posse a novos membros e comemora 450 anos da morte de Tibiriça</title>
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		<pubDate>Sat, 07 Jan 2012 22:06:15 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Rezzutti</dc:creator>
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		<category><![CDATA[Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo]]></category>
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		<category><![CDATA[Tibiriçá]]></category>

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		<description><![CDATA[Dia 25 de janeiro, aniversário da cidade de São Paulo, é um dia de festa no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Nessa data, tradicionalmente, é dada posse aos novos membros da instituição. O IHGSP localiza-se em um prédio próprio no coração do centro antigo de São Paulo, na Rua Benjamin Constant, 158, entre [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saopaulopassado.wordpress.com&amp;blog=13512364&amp;post=253&amp;subd=saopaulopassado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dia 25 de janeiro, aniversário da cidade de São Paulo, é um dia de festa no Instituto Histórico e Geográfico de São Paulo. Nessa data, tradicionalmente, é dada posse aos novos membros da instituição. O IHGSP localiza-se em um prédio próprio no coração do centro antigo de São Paulo, na Rua Benjamin Constant, 158, entre a Praça da Sé e o Largo São Francisco.</p>
<p>Pouca gente que passa pelo vetusto edifício repara em sua grandiosa porta negra. Essa porta já se abriu diversas vezes para dar passagem a personagens ilustres da história do Brasil, como o imperador d. Pedro II, a princesa Isabel e seu marido, o conde D&#8217;Eu. Mas como?, deve estar pensando o esperto leitor. O prédio parece ser da década de 50 do século passado! E realmente, o prédio foi inaugurado em 25 de janeiro de 1954, porém a porta pertenceu ao antigo palácio do governo de São Paulo.</p>
<p>Quando o palácio, que ficava no Pátio do Colégio, foi demolido, um membro do instituto, Nicolau Duarte Silva, comprou a porta e com a construção da sede própria doou-a para a instituição.</p>
<p>No próximo dia 25, no IHGSP, o grande homenageado será o cacique Tibiriçá, o primeiro índio a ser catequizado pelo padre José de Anchieta. Tibiriçá foi um auxiliar valoroso na fundação e, principalmente, na proteção do colégio jesuíta, célula primeira de nossa cidade. Os restos mortais do cacique repousam hoje na cripta da Catedral da Sé, no centro de São Paulo, graças a esforços de antigos membros do Instituto. Nicolau Duarte Silva, Afonso Taunay,  Ricardo Gumbleton Daunt, entre outros sócios do IHGSP, localizaram as ossadas de diversos personagens históricos importantes para a história de São Paulo e conseguiram que a Cúria os depositassem na cripta da nova catedral, na década de 1930.</p>
<p>Dia 25 também será especial pela entrada no instituto do colega blogueiro Douglas Nascimento, que mantém, junto com Gláucia Garcia de Carvalho, o <a href="http://www.saopauloantiga.com.br" target="_blank">São Paulo Antiga</a>.</p>
<p>Segue abaixo a programação:</p>
<p>Hino Nacional cantado em guarani: Mestre Robson Miguel</p>
<p>Pai Nosso em tupi-guarani: Marluy Miranda, tenor: Gualtieri Beloni Filho</p>
<p>Palavras da Presidente: Nelly Martins Ferreira Candeias</p>
<p>Palavras do Ministro e Embaixador: José Gregori</p>
<p>Entrega da Medalha Comemorativa do IV Centenário da Fundação da Cidade de São Paulo</p>
<p>Posse da Diretoria, triênio 2012 a 2014</p>
<p>Solenidade de Posse</p>
<p>Brasil: Alfredo Duarte dos Santos, Carmen Lúcia Vergueiro Midaglia, Douglas Rodolfo Nascimento, Eduardo Conde, Érico Storto Padilha, Hagor Kechichian, João Tomas do Amaral, Louiz Carlos Pacheco e Silva, Manuel Alceu Affonso Ferreira, Marcos da Costa, Milton Luiz Festa Basile, Paulo Adriano Lopes Telhada, Roberto Fortes, Rogério Vidal Gandra da Silva Martins e Tales Castelo Branco.</p>
<p>Portugal: Rui Miguel da Costa Pinto</p>
<p>Pronunciamento: Manuel Alceu Affonso Ferreira</p>
<p>Saudação aos novos membros: Hernâni Donato, Presidente de Honra</p>
<p>Oração à cidade de São Paulo, poema de Paulo Bomfim, declamado por Pedro Paulo Penna Trindade</p>
<p>Sessão Musical: Mestre Robson Miguel</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saopaulopassado.wordpress.com/253/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saopaulopassado.wordpress.com/253/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saopaulopassado.wordpress.com/253/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saopaulopassado.wordpress.com/253/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saopaulopassado.wordpress.com/253/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saopaulopassado.wordpress.com/253/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saopaulopassado.wordpress.com/253/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saopaulopassado.wordpress.com/253/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saopaulopassado.wordpress.com/253/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saopaulopassado.wordpress.com/253/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saopaulopassado.wordpress.com/253/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saopaulopassado.wordpress.com/253/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saopaulopassado.wordpress.com/253/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saopaulopassado.wordpress.com/253/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saopaulopassado.wordpress.com&amp;blog=13512364&amp;post=253&amp;subd=saopaulopassado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Presente de natal &#8211; Titília e o Demonão por R$ 28,00 na Siciliano</title>
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		<pubDate>Fri, 16 Dec 2011 11:03:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Rezzutti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marquesa de Santos]]></category>

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		<description><![CDATA[Dúvida de presente para o amigo secreto? Ou melhor, o que você vai dar para a sua namorada, esposa ou amante? O iphone 4S está caro, não é? Que tal cartas de amor? Por que não dar um livro para apimentar o relacionamento, ou a amizade? O Titília e o Demonão, cartas inéditas de d. [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saopaulopassado.wordpress.com&amp;blog=13512364&amp;post=248&amp;subd=saopaulopassado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Dúvida de presente para o amigo secreto? Ou melhor, o que você vai dar para a sua namorada, esposa ou amante? O <a href="http://store.apple.com/br/browse/home/shop_iphone/family/iphone" target="_blank">iphone 4S</a> está caro, não é? Que tal cartas de amor? Por que não dar um livro para apimentar o relacionamento, ou a amizade?</p>
<p>O Titília e o Demonão, cartas inéditas de d. Pedro I à marquesa de Santos está em oferta na Siciliano, de R$ 39,90 por R$ 28,00, fica a dica!</p>
<p>Acesse este<a href="http://www.siciliano.com.br/cesta/cesta.dll/mostra?ID=C95FBDA27DB0C100833370273&amp;FIL_ID=102&amp;PAC_ID=26213&amp;tptCesta=cesta.htm&amp;tptPagto=formapagto.htm&amp;tptLogin=login.htm&amp;tptEndereco=endereco.htm&amp;tptCliente=dadoscliente.htm&amp;tptPesqCliente=&amp;PID=3429887" target="_blank"> link </a>para ir para o site da promoção. Corra, o estoque, diferente deste caso de amor, não é eterno!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saopaulopassado.wordpress.com/248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saopaulopassado.wordpress.com/248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saopaulopassado.wordpress.com/248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saopaulopassado.wordpress.com/248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saopaulopassado.wordpress.com/248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saopaulopassado.wordpress.com/248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saopaulopassado.wordpress.com/248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saopaulopassado.wordpress.com/248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saopaulopassado.wordpress.com/248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saopaulopassado.wordpress.com/248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saopaulopassado.wordpress.com/248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saopaulopassado.wordpress.com/248/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saopaulopassado.wordpress.com/248/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saopaulopassado.wordpress.com/248/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saopaulopassado.wordpress.com&amp;blog=13512364&amp;post=248&amp;subd=saopaulopassado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Radiodramatização A Marquesa de Santos &#8211; Rádio Record 1950</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Nov 2011 21:55:30 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Rezzutti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Marquesa de Santos]]></category>
		<category><![CDATA[Rádio]]></category>
		<category><![CDATA[Rádio Record]]></category>

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		<description><![CDATA[http://www.4shared.com/embed/962213436/8eec779a Fonte: http://natrilhadoradio.blogspot.com/2011/11/radioteatro-narrou-historia-da-mais.html<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saopaulopassado.wordpress.com&amp;blog=13512364&amp;post=240&amp;subd=saopaulopassado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://www.4shared.com/embed/962213436/8eec779a">http://www.4shared.com/embed/962213436/8eec779a</a></p>
<p>Fonte: http://natrilhadoradio.blogspot.com/2011/11/radioteatro-narrou-historia-da-mais.html</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saopaulopassado.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saopaulopassado.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saopaulopassado.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saopaulopassado.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saopaulopassado.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saopaulopassado.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saopaulopassado.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saopaulopassado.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saopaulopassado.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saopaulopassado.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saopaulopassado.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saopaulopassado.wordpress.com/240/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saopaulopassado.wordpress.com/240/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saopaulopassado.wordpress.com/240/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saopaulopassado.wordpress.com&amp;blog=13512364&amp;post=240&amp;subd=saopaulopassado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Charge feita pelo amigo Paulo Schmidt</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Nov 2011 13:02:01 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Rezzutti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Sem categoria]]></category>

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		<description><![CDATA[<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saopaulopassado.wordpress.com&amp;blog=13512364&amp;post=236&amp;subd=saopaulopassado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2011/11/paulo-r.jpg"><img class="aligncenter size-full wp-image-237" title="Charge" src="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2011/11/paulo-r.jpg?w=600&#038;h=721" alt="" width="600" height="721" /></a></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saopaulopassado.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saopaulopassado.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saopaulopassado.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saopaulopassado.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saopaulopassado.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saopaulopassado.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saopaulopassado.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saopaulopassado.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saopaulopassado.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saopaulopassado.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saopaulopassado.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saopaulopassado.wordpress.com/236/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saopaulopassado.wordpress.com/236/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saopaulopassado.wordpress.com/236/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saopaulopassado.wordpress.com&amp;blog=13512364&amp;post=236&amp;subd=saopaulopassado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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	</item>
		<item>
		<title>O retorno da velha senhora, ou a volta da Marquesa de Santos</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Nov 2011 16:39:55 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Rezzutti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Crônicas]]></category>
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		<category><![CDATA[cartas de d. Pedro I à Domitila de Castro]]></category>
		<category><![CDATA[Cúria Metropolitana de São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Congás]]></category>
		<category><![CDATA[D. Pedro I]]></category>
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		<description><![CDATA[Foi inaugurado no último dia 19, após três anos de restauro, o Solar da Marquesa de Santos, no centro de São Paulo, bem ao lado do Pátio do Colégio. Também foram reabertos os recém-restaurados Beco do Pinto e Casa Número 1, atual Museu da Imagem da Cidade de São Paulo. Da esquerda para a direita: [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saopaulopassado.wordpress.com&amp;blog=13512364&amp;post=216&amp;subd=saopaulopassado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Foi inaugurado no último dia 19, após três anos de restauro, o Solar da Marquesa de Santos, no centro de São Paulo, bem ao lado do Pátio do Colégio. Também foram reabertos os recém-restaurados Beco do Pinto e Casa Número 1, atual Museu da Imagem da Cidade de São Paulo.</p>
<div class="mceTemp mceIEcenter" style="text-align:right;">
<dl class="wp-caption aligncenter">
<dt class="wp-caption-dt"><a href="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2011/11/solar_mini.jpg"><img class="size-full wp-image-217 " title="Casa nº 1, Beco do Pinto e Solar da Marquesa de Santos" src="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2011/11/solar_mini.jpg?w=600&#038;h=208" alt="Casa nº 1, Beco do Pinto e Solar da Marquesa de Santos" width="600" height="208" /></a></dt>
<dd class="wp-caption-dd">Da esquerda para a direita: Casa nº 1, que abriga o Museu da Imagem, o pórtico do Beco do Pinto e Solar da Marquesa de Santos. Fotomontagem do Arquiteto Victor Hugo Mori</dd>
</dl>
</div>
<p>O solar é considerado o último exemplar residencial urbano do século XVIII da cidade. Infelizmente somente as paredes de taipa de pilão e de mão, parte da fachada e a disposição de algumas salas do andar superior mantêm resquícios de como era o local na época em que a marquesa de Santos lá morou. As sucessivas reformas por que o <a href="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2011/11/retrato.jpg"><img class=" wp-image-218   alignleft" style="margin:20px;" title="Retrato da Marquesa de Santos que veio do Rio de Janeiro para a mostra" src="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2011/11/retrato.jpg?w=300&#038;h=394" alt="Retrato da Marquesa de Santos que veio do Rio de Janeiro para a mostra" width="300" height="394" /></a>imóvel passou descaracterizaram profundamente sua disposição interior. Após a morte do filho mais velho de Domitila, Felício, que herdou o imóvel, o solar foi leiloado e adquirido pela Cúria Metropolitana. A residência do bispo de São Paulo lá funcionou de 1880 até 1909 e existem relatos de que a capela, que ficava no andar superior, foi utilizada para casamentos e batizados. Depois de 1909 o local foi sede da The San Paulo Gas Company Ltda. Após a encampação dessa companhia, que passou a chamar-se Comgás, o solar passou para a Secretaria de Cultura do Município de São Paulo.</p>
<p>Hoje, a parte de baixo, que originariamente servia para os trabalhos domésticos, estoca<a href="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2011/11/prato.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-222" style="margin:15px;" title="Prato pertencente a Marquesa de Santos" src="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2011/11/prato.jpg?w=300&#038;h=291" alt="Prato pertencente a Marquesa de Santos" width="300" height="291" /></a>gem de gêneros alimentícios etc., abriga uma exposição que nos leva ao tempo de uma São Paulo mais calma, onde o cantar do carro de boi era uma constante. Os painéis nos conduzem a um passeio através da evolução histórica do entorno, física e psicologicamente.  Uma bela e bem conservada cadeirinha de arruar mostra como as damas, do calibre da mais ilustre moradora da casa, eram transportadas por seus escravos pelas ruas da velha São Paulo.</p>
<p>Em um canto, próximo da cadeirinha, encontram-se alguns achados arqueológicos. Se pertenciam todos a Domitila, ou à família, é difícil saber. O beco, ao lado do imóvel, pode ser considerado como o mais antigo caminho paulista. Durante décadas foi usado por escravos que iam jogar o lixo de seus senhores no rio Tamanduateí. As diversas disputas tendo por motivo a divisa entre o beco e os lotes confrontantes nos mostram o hábito de escravos preguiçosos que descarregavam seus monturos no quintal do brigadeiro Joaquim José Pinto de Morais Leme, antigo proprietário do solar e que acabou dando seu nome ao beco.</p>
<p>A parte da exposição que mais tem atiçado a curiosidade está no andar superior do imóvel. Antes de subir, vale a pena a leitura de um grande painel onde a vida de Domitila é contada cronologicamente.</p>
<p>Ao vencermos o lance que nos leva ao segundo pavimento, um pequeno aposento do lado esquerdo abriga uma exposição sobre as cartas trocadas entre a marquesa de Santos e seu amante, d. Pedro I. Além de algumas fotos de cartas originais, existem outras transcritas em letras brancas sobre acrílico transparente. E aí temos um problema para quem, como eu, sofre com dificuldades de visão. O fundo das vitrines é amarelo e, dependendo da luz incidente, torna-se um suplício ler o que está escrito. O mesmo ocorre com diversas outras placas explicativas ao longo da exposição.</p>
<p><a href="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2011/11/fotos.jpg"><img class=" wp-image-221 alignleft" style="margin:15px;" title="Fotos da Marquesa de Santos idosa" src="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2011/11/fotos.jpg?w=300&#038;h=209" alt="Fotos da Marquesa de Santos idosa" width="300" height="209" /></a>A mostra “Marquesa de Santos: uma mulher, um tempo, um lugar”, apesar de se focar principalmente na vida de Domitila após seu retorno a São Paulo em 1829, não poderia deixar de lado, mesmo que com uma referência pequena, como ocorreu, o caso dela com o imperador. Afinal, se Domitila era filha de família ilustre, os processo envolvendo seu pai por falta de pagamento de aluguéis, antes de ela se envolver com d. Pedro I, mostra claramente que se ascend<a href="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2011/11/cha.jpg"><img class=" wp-image-219 alignright" style="margin:15px;" title="Jogo de cadeiras e mesa para chá pertencentes a marquesa" src="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2011/11/cha.jpg?w=335&#038;h=290" alt="Jogo de cadeiras e mesa para chá pertencentes a marquesa" width="335" height="290" /></a>entes ilustres existiam em seus costados, dinheiro não.</p>
<p>O caso com d. Pedro abriu-lhe não somente livre acesso a um nível social de que não dispunha em São Paulo como ao enriquecimento obtido ao pé do trono. Domitila, que partira para a corte sem posses, retornaria para São Paulo com uma fortuna em joias, títulos e 52 escravos. Nesse período, o preço médio de um escravo era de 170 mil réis; a soma geral deles daria algo em torno de 9 contos. Para se ter uma ideia do que isso representava em valor da época, em 1834 a marquesa pagou pelo solar 11 contos de réis. Uma enorme casa muito bem localizada, próxima do centro de poder paulista. Tobias de Aguiar, seu novo amante e futuro marido, despachava no Palácio do Governo no Pátio do Colégio, quase em frente ao solar.</p>
<p>A próxima sala nos mostra a delicadeza das formas de Domitila. Não é outro o pensamento que surge ao observarmos o conjunto de mesa e cadeiras para chá.</p>
<p>Diversos retratos, inclusive um que não se parece nada com ela, vieram de várias instituições governamentais. Aliás, esse é um traço forte da exposição: nenhuma peça veio de colecionadores particulares. Nessa sala podemos observar o célebre retrato de Domitila jovem que pertence ao Museu Histórico Nacional, no Rio de Janeiro. Após conversa com o editor Pedro Correa do Lago, da Capivara, parece que em 5 de dezembro teremos outro “suspeito” de ter pintado esse retrato, mas isso é outro artigo para este blog. Essa sala, não só a mim, mas a diversas pessoas com quem conversei, causou bastante impacto. São três telas a óleo retratando Domitila, além de duas fotos, móveis, textos de biógrafos e notícias de jornais ligando-a a temas, como a maçonaria e a Guerra do Paraguai. Se nem as cartas de amor fizeram você se emocionar, duvid<a href="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2011/11/cama.jpg"><img class="size-full wp-image-220 alignleft" style="margin:15px;" title="cama" src="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2011/11/cama.jpg?w=600" alt=""   /></a>o que passe incólume por essa overdose de rostos que, envelhecendo, o contemplam com uma pergunta: “O que está fazendo na minha casa?”.</p>
<p>A velha senhora voltou!</p>
<p>A marquesa de Santos foi expulsa novamente de sua casa no Rio de Janeiro no começo de 2011. O Museu do Primeiro Reinado foi desativado, e seu acervo, enviado para um museu em Niterói. Domitila retornou à Pauliceia, onde foi reentronada no seu velho solar da antiga Rua do Carmo em apoteose. Mal se andava no local no dia da inauguração. Todos queriam ver as cartas, o retrato da amante, sua cama, o faqueiro e ouvir histórias a respeito dela. Domitila retornou e veio para ficar.</p>
<p>2011 abriu e fechou tendo Domitila de volta ao noticiário nacional. Em março foi o lançamento do meu livro “<a href="http://www.livrariasaraiva.com.br/produto/3429887/titilia-e-o-demonao-cartas-ineditas-de-dom-pedro-i-a-marquesa-de-santos/?ID=BD12FA357DB0B180E26320866" target="_blank">Titília e o Demonão</a>”, trazendo as cartas perdidas escritas por d. Pedro à sua amante; em novembro, a reabertura do solar e a exposição. Em 2012 haverá mais. Em março: o lançamento da obra “A Carne e o Sangue”, na qual a historiadora Mary Del Priore biografa o triângulo amoroso Leopoldina x Pedro x Domitila, e em setembro: “Domitila, a verdadeira história da marquesa de Santos”. Aguardem!</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>Museu da Cidade de São Paulo</strong><br />
Rua Roberto Simonsen, 136, Sé, centro, São Paulo, SP.<br />
Tel.: (11)3105-6118. Ter. a dom.: 9h as 17h. Entrada grátis</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saopaulopassado.wordpress.com/216/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saopaulopassado.wordpress.com/216/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saopaulopassado.wordpress.com/216/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saopaulopassado.wordpress.com/216/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saopaulopassado.wordpress.com/216/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saopaulopassado.wordpress.com/216/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saopaulopassado.wordpress.com/216/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saopaulopassado.wordpress.com/216/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saopaulopassado.wordpress.com/216/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saopaulopassado.wordpress.com/216/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saopaulopassado.wordpress.com/216/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saopaulopassado.wordpress.com/216/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saopaulopassado.wordpress.com/216/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saopaulopassado.wordpress.com/216/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saopaulopassado.wordpress.com&amp;blog=13512364&amp;post=216&amp;subd=saopaulopassado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Casa nº 1, Beco do Pinto e Solar da Marquesa de Santos</media:title>
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			<media:title type="html">Retrato da Marquesa de Santos que veio do Rio de Janeiro para a mostra</media:title>
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			<media:title type="html">Prato pertencente a Marquesa de Santos</media:title>
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			<media:title type="html">Fotos da Marquesa de Santos idosa</media:title>
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			<media:title type="html">Jogo de cadeiras e mesa para chá pertencentes a marquesa</media:title>
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			<media:title type="html">cama</media:title>
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		<title>O Golpe da República em São Paulo</title>
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		<pubDate>Sun, 13 Nov 2011 22:01:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Rezzutti</dc:creator>
				<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[15 de novembro]]></category>
		<category><![CDATA[1889]]></category>
		<category><![CDATA[Constituinte]]></category>
		<category><![CDATA[Couto de Magalhães]]></category>
		<category><![CDATA[d. Pedro II]]></category>
		<category><![CDATA[Floriano Peixoto]]></category>
		<category><![CDATA[Leôncio de Carvalho]]></category>
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		<description><![CDATA[Na época não havia internet, mas o telégrafo cumpria bem a sua função; na tarde de 15 de novembro de 1889, o então presidente da província de São Paulo, gen. Couto de Magalhães, já tinha conhecimento do golpe militar ocorrido no Rio de Janeiro. Nessa noite, a sede do Clube Republicano paulista fervilhava. Por aclamação, [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saopaulopassado.wordpress.com&amp;blog=13512364&amp;post=209&amp;subd=saopaulopassado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Na época não havia internet, mas o telégrafo cumpria bem a sua função; na tarde de 15 de novembro de 1889, o então presidente da província de São Paulo, gen. Couto de Magalhães, já tinha conhecimento do golpe militar ocorrido no Rio de Janeiro.</p>
<p><a href="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2011/11/angelo-agostini-1887-charge-imperador-dom-pedro-ii.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-210" style="margin:15px;" title="Angelo Agostini - 1887 - Charge Imperador Dom Pedro II" src="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2011/11/angelo-agostini-1887-charge-imperador-dom-pedro-ii.jpg?w=300&#038;h=263" alt="" width="300" height="263" /></a>Nessa noite, a sede do Clube Republicano paulista fervilhava. Por aclamação, Prudente de Moraes, Rangel Pestana e o Major Souza Mursa deveriam governar o estado provisoriamente. Uma comissão formada por Campos Sales, Rangel Pestana, Martinho Prado Jr., entre outros, dirigiu-se para o Palácio do Governo, então no Pátio do Colégio, dar conta da escolha do novo governo constituído. Pediram que Couto de Magalhães entregasse a administração da província, porém o velho militar, veterano da Guerra do Paraguai, recusou a solicitação. Havia sido empossado em seu cargo por um governo legalmente estabelecido e só por ordem de outro, igualmente legal, se retiraria. Achava que a “quartelada carioca” não vingaria.</p>
<p>Mas, no dia seguinte, confirmada a notícia do golpe, da deposição do imperador e da prisão do ministério, Couto de Magalhães acabou por entregar o poder à junta e deixou o palácio entre alas respeitosas de populares, acompanhado por Prudente de Moraes.</p>
<p>Couto de Magalhães, monarquista convicto, recusou-se a participar do novo regime imposto. Convidado pelo Conselheiro Leôncio de Carvalho, como membro do Liceu de Artes e Ofícios, a juntar-se à delegação que ia visitar as autoridades recém-empossadas, recusou: “Tendo, porém, sido há pouco funcionário de alta confiança do governo decaído, julgo que a minha ida a palácio para cumprimentar oficialmente o governo provisório não teria outro efeito além de aumentar de mais um nome a longa lista daqueles que os republicanos antigos devem considerar como pretendentes importunos dos proventos e honras de uma situação que não ajudaram a criar”.</p>
<p>Republicanos de segunda, terceira, quarta e quinta hora é que não faltaram. Sobretudo na Câmara de São Paulo, onde somente três vozes se levantaram contra o golpe militar. Um dos mais veementes foi o vereador Vicente Pereira da Silva: “(&#8230;) se tivesse de atender unicamente as conveniências públicas, desde já prometeria (&#8230;) franca e leal coadjuvação aos que, a 15 do corrente mês, fundaram provisoriamente um novo regime político para esta grande nação, sob a ditadura militar; porque os povos precisam que, de tempos em tempos, se lhes sequestrem as liberdades para saberem o valor que elas tem (&#8230;). Até então, em nome da ordem, contribuirei, como puder, para a conservação da paz, mesmo porque movimentos políticos só servirão para justificar a manutenção do poder discricionário, medicamento violento que deve cessar, mal o doente pareça restabelecido”.</p>
<p><a href="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2011/11/dom-pedro-ii-caricatura.jpg"><img class="alignright size-medium wp-image-211" style="margin-top:15px;margin-bottom:15px;" title="Dom Pedro II - caricatura" src="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2011/11/dom-pedro-ii-caricatura.jpg?w=242&#038;h=300" alt="" width="242" height="300" /></a>Quatro dias após a proclamação militar carioca, a câmara paulista baniu o restante dos símbolos monárquicos da cidade. Martinho Prado Jr. e outros vereadores instituíram novas designações para as ruas do centro da cidade. A rua do Imperador virou Marechal Deodoro; Imperatriz, 15 de Novembro; Princesa, Benjamim Constant; Conde D’Eu, Glicério; Príncipe, Quintino Bocaiuva; São José, Líbero Badaró; Comércio da Luz, Avenida Tiradentes; e a Praça 15 de Novembro foi rebatizada de Praça da República.</p>
<p>Nos dias que se seguiram, Leôncio de Carvalho e Couto de Magalhães trocaram diversas farpas pelas páginas do Diário Popular. O velho conselheiro retrucou a carta pública de recusa de Couto em ir cumprimentar os novos dirigentes e recebeu tréplica, na qual o governador deposto afirmava: “Isto, para mim, se é que é queda da monarquia, ainda não é estabelecimento da República, senão em nome, ainda não estou certo se caminhamos para ela ou se nos afastamos”. E, parafraseando o ministro do Interior recém-empossado, afirmava que o povo não havia tomado parte no movimento, mas sim “assistiu (&#8230;) bestificado, como quem assiste a uma parada”. A queixa contra a mudança dos símbolos nacionais também estava presente: “Constou aqui que o marechal Deodoro queria a continuação da bandeira nacional, com eliminação apenas da coroa. (&#8230;) No entanto, prevaleceu a bandeira com o lema positivista – <em>ordem e progresso</em>; somos a única nação do mundo que tem nisso um letreiro, o que é tão supinamente ridículo, que o povo aqui a denominou – <em>bandeira marca cometa</em>!”.</p>
<p>A indignação de Couto de Magalhães quanto à falta de previsão de uma nova constituinte iria se arrastar durante mais de um ano. Uma nova Carta Magna só seria promulgada em 1891 e, diferente da monarquia, que defendia a pluralidade de ideias e que não impediu o surgimento de partidos republicanos, proibia que fossem discutidos outras formas de governo que não o republicano.</p>
<p>Não sendo instituída pelo povo, não tendo sustentação das massas, a República brasileira fez-se pela força militar. O símbolo máximo da monarquia brasileira, a família imperial, seria banida por mais de trinta anos. Uma geração inteira cresceu sob a propaganda positivista, que demonizava a monarquia, transformando d. João VI em um glutão comedor de frangos, d. Pedro I em um devasso e d. Pedro II em um pseudossábio dorminhoco que se importava mais com múmias e aprender aramaico do que lidar com o governo de seu país.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/saopaulopassado.wordpress.com/209/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/saopaulopassado.wordpress.com/209/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/saopaulopassado.wordpress.com/209/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/saopaulopassado.wordpress.com/209/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/saopaulopassado.wordpress.com/209/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/saopaulopassado.wordpress.com/209/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/saopaulopassado.wordpress.com/209/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/saopaulopassado.wordpress.com/209/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/saopaulopassado.wordpress.com/209/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/saopaulopassado.wordpress.com/209/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/saopaulopassado.wordpress.com/209/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/saopaulopassado.wordpress.com/209/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/saopaulopassado.wordpress.com/209/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/saopaulopassado.wordpress.com/209/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saopaulopassado.wordpress.com&amp;blog=13512364&amp;post=209&amp;subd=saopaulopassado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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			<media:title type="html">Dom Pedro II - caricatura</media:title>
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		<item>
		<title>Carta denúncia sobre a Bucha</title>
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		<pubDate>Tue, 18 Oct 2011 21:16:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Rezzutti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano Paulistano]]></category>
		<category><![CDATA[Imprensa]]></category>
		<category><![CDATA[São Paulo]]></category>
		<category><![CDATA[Bucha]]></category>
		<category><![CDATA[Julio Frank]]></category>
		<category><![CDATA[Revolução de 1924]]></category>
		<category><![CDATA[Revolução de 1932]]></category>

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		<description><![CDATA[Este documento foi achado no ano passado enquanto eu pesquisava sobre a BUCHA &#8211; a Sociedade Secreta das Arcadas. Trata-se de uma carta anônima enviada ao jornal O Estado de São Paulo, entre março e julho de 1932 &#8211; conclusão obtida pela referência ao então interventor do estado, Pedro de Toledo. Por motivos óbvios, o [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saopaulopassado.wordpress.com&amp;blog=13512364&amp;post=187&amp;subd=saopaulopassado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Este documento foi achado no ano passado enquanto eu pesquisava sobre a BUCHA &#8211; a Sociedade Secreta das Arcadas. Trata-se de uma carta anônima enviada ao jornal O Estado de São Paulo, entre março e julho de 1932 &#8211; conclusão obtida pela referência ao então interventor do estado, Pedro de Toledo. Por motivos óbvios, o jornal não a publicou.</p>
<p style="text-align:center;">&#8220;A CAMORRA DE CIMA&#8221;</p>
<p style="text-align:left;">Toda evolução política do Brasil vem há muito tempo sendo controlada e impulsionada por uma Associação Secreta que hoje ameaça novamente sugjulgar o povo brasileiro, suicando todo o anseio de liberdade das massas.</p>
<p style="text-align:left;">Esta Associação, fundada nos moldes da já existente desde 1815, na Alemanha, aqui foi criada pelo exilado político Julius Frank, fugido da Alemanha e perseguido por suas idéias sociais Marxistas, amigo de Carlos Marx, é o seu túmulo venearado na Fraculdade de Dreito de São Paulo, pois foi nesse meio que ele escolheu para estabelecê-la, como uma associação de estudantes. É a cópia fiel da Associação Alemã. Até o nome foi conservado. Por ele vê-se perfeitamente a sua finalidade: BRUSCHENSCHAFT, que quer dizer CONFRARIA DE CAMARADAS. Camaradas foi sempre a designação usada pelos adeptos do comunismo. A sua estrutura é a mesma da Associação alemã: Conta três gáus: Catecumenos, Crentes e Apóstolos, dos quais são eleitos três para a sua suprema direção, que é vitalícia.</p>
<p style="text-align:left;">Os estudantes são selecionados nos seus dois primeiros anos de curso iniciado geralmente no terceiro ano. É uma sociedade rigorosamente secreta. O estudante escolhido para fazer parte da confraria é convidado para assistir a sua festa por dois ou três colegas, e a vir trajado a rigor. No dia determinado os colegas vão buscá-lo e aí tomam o compromisso sagrado pelo qual respondem com a vida, se por ventura fale sequer sobre o que lhe vai ser revelado. Mesmo que, uma vez exposto os seus fins, dela não queria ser parte.</p>
<p style="text-align:left;">Os fins aparentes são resumidos na sua fórmula fundamental de abertura das seções: FÉ &#8211; ESPERANÇA &#8211; CARIDADE.</p>
<p style="text-align:left;">FÉ, na ciência e a divulgação; fé na socieade para a qual pelo resto da vida estará ligado, sob terríveis juramentos; fé na sua proteção, pois terão para consquista de posições todas as facilidades.</p>
<p style="text-align:left;">ESPERANÇA, em serem sempre os senhores deste maravilhoso tonel e desta enorme população de ignorantes, onde eles são a verdadeira aristocracia.</p>
<p style="text-align:left;">CARIDADE, auxílio mútuo, em todas as emergências da vida, ao camarada.</p>
<p style="text-align:left;">Com o correr do tempo, simplificou-se o nme da confraria e ficou conhecida pelo nome de &#8220;BUCHA&#8221;</p>
<p style="text-align:left;">A &#8220;BUCHA&#8221; dirigia os estudantes através do Centro XI de Agosto. Todos os seus presidentes foram bucheiros, pertencentes ao apostolado e ao conselho dos doze, até que oposição acadêmica conseguiu vender a &#8220;BUCHA&#8221;, elegendo a direito do Centro para 1926 e trazendo para o domínio público o conhecimento da existênci dessa terrível camorra.</p>
<p style="text-align:left;">Tem ela em ela em suas mãos todos os altos poderes do Estado.</p>
<p style="text-align:left;">A ela devemos algumas campanhas na evolução política do Brasil, até 1922; assim a palavra de ordem foi dada para a campnaha abolicionista, para a proclamação da República, para o serviço militar obrigatório.</p>
<p style="text-align:left;">Quando se fundou o Centro Acabdêmico compunham a suprema direção da &#8220;BUCHA&#8221; os senhores: Pedro Lessa, Frederico Vergueiro Steidel, e Raphael Smapio, todos catedráticos da Faculdade; era chefe supremo o sr. Pedro Lessa. Por morte deste assumiu a direção o sr. Steidel.</p>
<p style="text-align:left;">Com a extraordinária expansão do país, achou Vergueiro Steidel conveniente fazer a explansão da &#8220;BUCHA&#8221;, estabelecendo-a em outras Escolas Superiores. Assim, propagou-se para a Esocla Politécnica e Faculdade de Medicina de São Paulo.</p>
<p style="text-align:left;">Foi ela quem fechou a Universidade de São Paulo.</p>
<p style="text-align:left;">Parte dela a oposição movida contra os engenheiros do Mackenzie College que encontram todos os entraves possíveis para venderem na vida. Vem cuminar esta oposição com o recente decreto do Governo Provisóiro invalidando diploma de engenheiro fornecido por esta escola.</p>
<p style="text-align:left;">Resolveu também Vergueiro Steidel criar um corpo externo que combatesse pleo programa da &#8220;BUCHA&#8221;. Fundou-se então a Liga Nacionalista propagando o voto secreto.</p>
<p style="text-align:left;">Já os anseios do povo brasilerio eram fortes para a sua libertação política e social: a &#8220;B UCHA&#8221;, com a fundação da Liga Nacionalista e Campnha do Voto Secreto, lançava uma máscara ao povo, tapenado-o na sua revolta contra os dominadores. Era o voto secreto para a Liga Nacionaista, a panacéia que haviera de regenerar as imoralidades administrativas e políticas, quase todas praticadas por membros da camorra.</p>
<p style="text-align:left;">O polvo bucheiro dominava discrecionariamente o Brasil todo. Tal o seu poder que o Barão do Rio Branco, homem de maior veneração dos brasileiros no período republicano, teve de vir a São Paulo responder perante a &#8220;BUCHA&#8221; por ter inconscientemente conversado sobre ela com um amigo que julgou ser também da confraria. Isto em 1905;</p>
<p style="text-align:left;">O grande Pinheiro Machado, pagou com a vida o ter-se oposto ás ordens da &#8220;BUCHA&#8221;. Foi por esta assassinado. Manso Paiva não foi mais que instrumento inconsciente.</p>
<p style="text-align:left;">O ridículo e o oprobio cobriram o Marechal Hermes da Fonseca: era um Presidente não bucheiro. Teve que suportar todo o peso da camorra.</p>
<p style="text-align:left;">A &#8220;BUCHA&#8221; mata quem se lhe opõe ou divulga o seu conhecimento!</p>
<p style="text-align:left;">Moacyr Pisa quis enfretá-la e foi por ela morto. Seu irmão silenciou por conveniência política.</p>
<p style="text-align:left;">Quando algum profado alegava imprevistamente ter conhecimento da &#8220;Bucha&#8221;, era forçado a calar-se ou ser iniciado, dizendo-se, então, na gíria bucheira, que tinha entrado pela janela. Foi o que aconteceu ao atual chefe de polícia, Thyrson Martins, que, quando ofi pela primera vez chefe de polícia em São Paulo, teve ciência, por seus inspetores de que havia reuniões secretas na rua da Liberdade; estávamos já em pleno período de intranquilidade. Abava de realizar-se a greve dos operários do Bras e da Moóca, greve que foi sufocada a metralhadora. Era presidente do Estado do bspo civil de São Paulo, Altino Arantes, representante do cleo junto a &#8220;BUCHA&#8221;.</p>
<p style="text-align:left;">Thyrson Martins, homem corajoso, quis pessoalmente dirigir a diligência. Dado o cerco a casa, ele em pessoa fez abrir a porta em nome da polícia e qual não foi o seu espanto, quando lhe apareceu o secretário da justiça, o estão Elou Chaves, encasacado e também o beatífico queixo do sr. Altino Arantes, presidente do Estado.</p>
<p style="text-align:left;">Caira o Sr. Thyrson Martins em cheio na &#8220;BUCHA&#8221;. Resultado: entrou pela janela, sendo iniciado nessa mesma noite; depois de ter dispensado os seus inspetores. A grei estava toda reunida: Steidel, Rapahel Sampai, Reynaldo Porchat. Quem deu as boas vindas ao neófito, foi o orador oficial da &#8220;BUCHA&#8221; na época, o dr. Lino Moreira, genro do atual interventor de São Paulo, Pedro de Toledo. Vejam bem por aí a missão de Pedro de Toledo em São Paulo. Como bom bucheiro restabeleceu o domínio absoluto da &#8220;BUCHA&#8221;.</p>
<p style="text-align:left;">É hoje o sr. Thyrson Martins um dos seus apóstolos. Os anseios de liberdade do povo são sempre abafados pela camorra e de uma maneira magistral.</p>
<p style="text-align:left;">Fazem com que as oposições sejam chefiadas pelos bucheiros; assim o povo, na sua ignorância, julga ter chefes quando não tem mais do que traídores. A campanha da Liga Nacionalista pelo voto secreto é o princípio de tomada de posições para desviar os anseios do povo.</p>
<p style="text-align:left;">Chegamos em pleno regime revolucionário. Temos a revlução de 1924 em São Paulo. parece como um de seus chefes civis o Dr. José Carlos de Macedo Soares, influenciando e anulando o bravo e generoso general Izidoro Dias Lopes. Para valizarmos a hiporcrisia deste bucheiro graduado, ex-presidente do Centro Acadêmico, basta notarmos que, sendo ele chefe civil de uma revolução, foi quem escondeu em sua cas Sylvio de Campos e irmandade. Foi desde então o fiscal destacado pela Câmara conta Izidoro e vemos como, depois de 1930, consegue anular a ação do general Izidoro, incotestavelmente um dos ídolos de São Paulo. Acabada a obra de destuição de Izidoro; ei-lo gozando as delícias de uma embaixada. &#8220;</p>
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		<title>São Paulo em 1822, ou o que o Demonão viu além das curvas de Titília</title>
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		<pubDate>Tue, 06 Sep 2011 15:16:26 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Paulo Rezzutti</dc:creator>
				<category><![CDATA[Cotidiano Paulistano]]></category>
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		<description><![CDATA[Dom Pedro e sua comitiva entraram por São Paulo pelo melhor caminho que existia na época para apreciar devidamente a cidade. Depois de passar a colina da Penha, uma outra, mais ao longe, ostentava as torres de oito igrejas, dois conventos e três mosteiros. Passando pela Várzea do Carmo, um verdadeiro pântano onde hoje encontra-se [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=saopaulopassado.wordpress.com&amp;blog=13512364&amp;post=199&amp;subd=saopaulopassado&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2011/09/varzea-do-carmo-palliere.jpg"><img class="alignleft size-medium wp-image-203" style="margin:10px;" title="varzea-do-carmo-palliere" src="http://saopaulopassado.files.wordpress.com/2011/09/varzea-do-carmo-palliere.jpg?w=300&#038;h=125" alt="" width="300" height="125" /></a>Dom Pedro e sua comitiva entraram por São Paulo pelo melhor caminho que existia na época para apreciar devidamente a cidade. Depois de passar a colina da Penha, uma outra, mais ao longe, ostentava as torres de oito igrejas, dois conventos e três mosteiros. Passando pela Várzea do Carmo, um verdadeiro pântano onde hoje encontra-se o Parque D. Pedro II, Pedro I subiu a atual Rangel Pestana em direção ao então núcleo urbano da cidade, desenvolvido ao redor do Colégio dos Jesuitas e confinado entre os rios Anhangabaú e Tamanduateí. O que Dom Pedro viu? Além das curvas de sua Titília?</p>
<p>Uma das primeiras coisas que D. Pedro deve ter notado foi a taipa paulista. Diferente dos nossos atuais arranha-céus, a morada paulista da época era feita de barro, socado com o pilão ou espalmado em treliças de madeira. As casas eram pintadas com uma espécie de cal, tirado da região da ladeira da Tabatinguera, o &#8220;Barro Branco&#8221; que dava o nome indígena ao local. Raras eram as casas de pedra ou tijolos. As construções eram, geralmente, de dois andares, dotadas de balcões onde os paulista &#8220;tomavam a fresca&#8221;, de manhã e de noite, onde assistiam às passagens das procissões, que não eram poucas. Aliás, o povo paulista era bastante devoto: a cidade inteira parava para rezar o terço à hora da Ave-Maria. Em 1822 existiam três oratórios públicos, um deles nos famosos &#8220;Quatro Cantos&#8221;, a antiga encruzilhada formada pela Rua Direita e a Rua de São Bento. Alguém que conhece a Pauliceia consegue imaginar parte da população ajoelhada lá, às 18h, em pleno horário atual de &#8220;rush&#8221;? Pois na época isso ocorria: a multidão tomava toda a calçada e parte da largura da rua, onde rezavam por 25 minutos. Atropelamentos não existiam, afinal, só havia um coche na cidade inteira em 1822, o do Bispo de São Paulo. Os outros meios de transporte eram as cadeirinhas, onde escravos faziam o papel de motor, e os milenares carros de boi com seu gemer característico.</p>
<p>O povo paulista abastecia-se de água em fontes, geralmente próximas das igrejas, que, pela época da vinda de D. Pedro I, deviam estar, como aconteceria por mais cinquenta anos até a implantação da Companhia Cantareira, secas.</p>
<p>Quando os paulistas não estavam rezando ou procurando água, poderiam ser encontrados matando tempo jogando em família a bisca, a douradinha e o &#8220;vive l´amour&#8221;; exercitando suas primeiras tacadas no bilhar do Antonio José Pereira dos Santos, na rua do Comércio; trocando dedos de prosa na Botica do Lúcio ou na do Mota, tio do futuro poeta Alvares de Azevedo, que tão bem deixou ilustrado em &#8220;Macário&#8221; o hábito paulista de comer couves cozidas. Falando em comida, não podia faltar na mesa do paulista a excelente mostarda que vinha da fazenda dos padres beneditinos em São Bernardo. Também o doce de figo, um dos maiores quitutes da cozinha paulista, estava sempre presente.</p>
<p>Jornal só existiria no próximo ano, em 1823. Escrito a mão, servia cinco assinantes. Era confeccionado pelo &#8220;Mestrinho&#8221;, apelido do genial Antonio Mariano de Azevedo Marques, que, com onze anos, lecionava latim na Sé.</p>
<p>Além das prosas, o paulista também tinha diversões noturnas, como bailes, sendo os mais concorridos o do Palácio do Governo, então localizado no Pátio do Colégio após a desapropriação dos bens dos jesuítas. A vinte passos da sede do governo ficava o teatro em que D. Pedro, com a sociedade paulista, comemorou na noite de 7 de setembro de 1822  o &#8220;Grito&#8221; que deu no Ipiranga, sendo aclamado pelo padre Idelfonso Xavier o &#8220;Primeiro Rei do Brasil&#8221;. Na época, a sociedade teatral começava a se organizar. Os escravos e prostitutas colocados no palco anteriormente, já davam lugar a artistas mais experientes. Sim, eu falei em prostitutas; se é a mais antiga das profissões, não podia deixar de falar sobre as que a praticavam na São Paulo de Piratininga.</p>
<p>As prostitutas paulistas do começo dos 1800 seriam virgens nos dias de hoje! Elas só apareciam à noite atrás de tropeiros. Cobertas por amplos capotes de lã, deixavam somente parte do rosto à mostra. Vindas, geralmente, de muito longe, davam um toque oriental à noite paulista mal iluminada. O viajante francês Saint-Hilaire afirmava que elas passeavam lentamente pelos caminhos ermos da cidade, jamais abordando ninguém. Não conversavam nem entre elas, e Saint-Hilaire atestava que nada tinham do cinismo e descaramento das suas colegas de profissão francesas.</p>
<p>A peça que foi apresentada à D. Pedro na noite de 7 de setembro de 1822 no teatro, e que ele não ficou até o fim para assitir, chamava-se &#8220;O Cavaleiro de Pedra&#8221;, uma história a respeito do célebre amante Don Juan. A peça foi imortalizada por Mozart na ópera &#8220;Dom Giovani&#8221;, na qual Leporello, empregado de Giovanni, conta que seu mestre tinha, só na Espanha, &#8220;Mille e Tre&#8221; amantes. D. Pedro, que ficaria famoso pelas suas, sendo a mais famosa a nossa Titília, tinha bem mais o que fazer naquela noite além de ouvir sobre o caso amoroso dos outros. Segundo alguns relatos, tinha pressa em ver Domitila, com quem já tinha &#8220;ficado&#8221; em 29 de agosto, dias depois de ter entrado na cidade.</p>
<p>Do Palácio, no Pátio do Colégio, ele governou São Paulo por 15 dias, apaziguou os ânimos políticos dos bernardistas x andradistas, convocou novas eleições. Mas o que levou mesmo daqui foi a lembrança de um grande amor que duraria sete longos e escandalosos anos. Como não assistiu a peça até o final, não aprendeu o mais importante segredo de Don Juan: nunca se apaixonar por suas amantes.</p>
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