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Por falar em sexta-feira 13 – A maldição dos Bragança

Tentei me recordar de alguma história paulista para essa fria sexta-feira 13 mas não me vem nada na cabeça. Mas me lembrei de uma história envolvendo um ancestral de d. Pedro I, que por se comportar mal com um religioso recebeu deste uma maldição que assombraria a família até hoje. A história é a seguinte:

Segundo a lenda, um irmão leigo franciscano teria pedido esmolas a d. João IV, rei de Portugal, quando ainda não passava de 8º duque de Bragança. O nobre, que estava de péssimo humor naquele dia, impaciente, mandou o mendincante embora, não sem antes dar-lhe um ponta-pé na canela. O chute feriu o franscicano e esse, deixando de lado o temor ao nobre lhe teria rogado a seguinte praga: – que a sua descendência nunca passaria pelo primogênito e os que lhe sucedessem, permitisse Deus, que tivessem o mesmo sinal na perna que ele tão injustamente lhe tinha produzido.

D. João IV, o primeiro rei da dinastia de Bragança, e seus sucessores viram a praga funcionar, dificilmente um primogênitos dos Bragança sentou-se no trono de Portugal. Não adiantou esmolas, promessas, e nem os reis portugueses sentarem-se juntos com os monges franciscanos para comer da mesma comida que eles no dia do santo português. Diz a lenda que d. Pedro I do Brasil teria até mesmo chegado a mumificar o primeiro filho que teve com a francesa Noemi Thierry, seria uma forma de lembrar aos céus que o primogênito, não importando se bastardo, já havia sido retirado dele, mas isso não bastou, os dois primeiros filhos que o imperador brasileiro teve com d. Leopoldina, d. Miguel e d. João Carlos, morreram bebês.

Com os dois ramos da Casa de Bragança bifurcados, um ocupando o trono português e o outro o brasileiro, a maldição passou a atuar dos dois lados do Atlântico. Os filhos que d. Pedro II teve morreram criança também. Raras excessões ocorreram na maldição, mas dificilmente o primogênito que chegou a ocupar o trono teve vida breve. Alguns autores afirmam que a praga do franciscano teve fim com a queda da monarquia em Portugal e no Brasil, outros, discordam e citam o falecimento do jovem príncipe d. Pedro Luís, filho primogênito de d. Antonio e sobrinho de d. Luís e de d. Bertand, quarto na linha de sucessão ao trono brasileiro. Ele estava entre as centenas de vítimas do Voo Air France 447, que caiu no Atlântico em 31 de maio de 2009.

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  1. Vanessa
    22/10/2012 às 14:22

    Fato curioso.

  2. Leonardo de Paula
    08/05/2013 às 22:39

    Caro blogueiro, corrija aí: o filhinho da Imperatriz Leopoldina que morreu pequeno não se chamava Pedro Carlos, mas João Carlos.

    Sem contar que muitos sites e até escritores mencionam o filhinho anterior chamado Miguel, mas o Oberacker Júnior não, e olha que o cara estudou muito pra biografá-la!

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