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A Tragédia da Galeria de Cristal

Galeria de Cristal 1904Rua XV de Novembro em 1904

Por Edison Loureiro

Existiu em São Paulo um edifício conhecido por Galeria de Cristal que unia as ruas XV de Novembro e Boa Vista. É o prédio com colunas à esquerda da foto. Seu proprietário, Christiano Webendoerfer, insistia em chamá-lo de galeria Webendoerfer, mas tanto para o povo, quanto na planta cadastral da Prefeitura, o nome acabou sendo Galeria de Cristal. Era um projeto de Max Hehl, o mesmo que faria o projeto da nova catedral na Praça da Sé. Sua construção ficou a cargo de Eduardo Loschi.

Tinha 20 metros de frente e 75 de comprimento com altura de 15 metros e três pavimentos. No centro da galeria uma armação metálica octogonal envidraçada com um diâmetro de 38 metros iluminava o ambiente interno.  Tinha três pavimentos com instalações para lojas, armazéns e escritórios. Em cada face do edifício havia um terraço com balcão. Foi inaugurada em 14 de novembro de 1900 com grande pompa. A banda da Brigada se apresentou na entrada da galeria e foi servido um banquete com a presença do Presidente do Estado, Rodrigues Alves, e vários convidados ilustres, no salão do primeiro pavimento do lado da Rua Boa Vista, que media 18 por 18 metros1.

Quase em frente à Galeria de Cristal, na Rua Boa Vista, ficava o Hotel Bella Vista, considerado um dos bons hotéis da cidade naqueles tempos. Com a inauguração da galeria, o hotel instalou um anexo no primeiro pavimento e foi este o cenário de uma tragédia ocorrida em 1909.

Careta ed40 1909 hotel

O Hotel Bela Vista na Rua Boa Vista em 1909, foto da revista Careta

O dia era 23 de fevereiro, uma terça-feira de carnaval. Às quatro e meia daquela tarde de calor de 30o o cabo Antenor Bolina fazia calmamente a ronda na XV de Novembro. O carnaval de rua estava desanimado naquele ano, havia uns poucos moços fazendo gracejos quando passava algum grupo de senhoritas. Um ou outro landau2 com alguns mascarados. Mesmo à noite a animação na rua era pouca, ao contrário dos bailes nos clubes e salões, onde a folia corria solta.

Quando Antenor passava em frente à Galeria de Cristal percebeu que alguém o chamava do terraço. Era um jovem alto e forte, porém magro. Cabelos castanhos claros, quase loiros, sem barba. Trajado com bastante apuro, usava pince-nez3.

Dirigindo-se ao soldado o jovem, muito calmo, disse que ali dentro, num quarto do hotel, acabava de ser cometido um assassinato. Como o moço estava muito tranquilo, o soldado achou que seria alguma brincadeira de carnaval, mas, diante da insistência do moço, foi averiguar.

O quarto tinha o número 59 e não era muito grande para os padrões do começo do século XX, media cinco metros de comprimento por quatro de largura. Ao chegar Antenor deparou-se com o cadáver de um homem caído junto à cama, com a cabeça apoiada no criado-mudo e sobre uma enorme poça de sangue. Seu pescoço apresentava um enorme rasgo de onde o sangue ainda escorria. A cabeça também apresentava ferimentos. Ao lado uma jovem um tanto franzina, morena de cabelos pretos e olhos vivíssimos também pretos, contrastando com seus trajes totalmente brancos, segurava uma faca ensanguentada. Sobre uma pequena mesa envernizada, um revólver.

Sem ao menos entrar em pormenores Antenor apreendeu as armas e quando ia sair para comunicar à delegacia, encontrou chegando afobados os donos do hotel, Guido Sarti, seu irmão Lourenço e o porteiro. Ia comunicar à delegacia, quando Guido Sarti disse-lhe que já havia providenciado através do soldado Antonio Fragata.

Enquanto aguardava a chegada do delegado e do legista, o cabo indagou o que tinha acontecido. A moça disse simplesmente: “Matei aquele homem para vingar a minha honra ultrajada”. O moço, que andava de um lado para outro do quarto, disse à moça: “Se quiséssemos poderíamos fazer como o Michel Trad4…”.

Logo em seguida chegou o delegado Pinheiro e Prado acompanhado do soldado Antonio Augusto Fragata e do médico-legista Honório Líbero, que fez o exame do cadáver. Interrogada pelo delegado, a moça calmamente limitou-se a dizer que foi a única autora do crime e mais tarde explicaria os motivos. O moço, aparentando uma calma surpreendente confirmou as palavras da jovem.

Bem, já é hora de dar nomes aos principais personagens de nossa história.

O moço era Eliziário Bonilha, tinha 21 anos, professor público formado pela Escola Complementar de Piracicaba, cidade onde nasceu.

A jovem era Albertina Barbosa, tinha 22 anos e era natural de Santa Bárbara. Também professora, formou-se em São Paulo, na Escola Complementar Caetano de Campos5.

O morto era Arthur Malheiros de Oliveira, de 25 anos, natural de São João da Boa Vista formara-se na Faculdade de Direito do Largo São Francisco no ano anterior.

Para entender o que levou àquela tragédia, é preciso voltar alguns anos, até 1904.

Albertina Borba, então recém-formada, morava com a mãe, D. Rosa, na Rua Bento Freitas, 33. Sendo D. Rosa separada do marido, fez de sua casa uma pensão, sublocando dois cômodos. Um para o Sr. Morais Barreto e outro para o Dr. Antônio Malheiros.

Careta ed40 1909 pensão

A Pensão na Rua bento Freitas em foto da revista Careta.

No início daquele ano o Dr. Antônio Malheiros retirou-se para o Rio e pediu a D. Rosa que reservasse o quarto para seu sobrinho, Arthur Malheiros, que cursava então o primeiro ano na Faculdade de Direito. D. Rosa hesitou em aceitar um rapaz solteiro, mas com a garantia do Dr. Malheiros de que se tratava de pessoa distinta e incapaz de qualquer atitude desonrosa acabou aceitando.

Com o tempo o rapaz foi se envolvendo com Albertina e fazendo-lhe a corte, mas mesmo assim D. Rosa manteve o rapaz como hóspede.

Estando Albertina formada, porém sem idade necessária para assumir a vaga que pretendia como professora em uma escola de Bebedouro, decidiu partir assim mesmo e dar aulas particulares para os filhos de um fazendeiro naquela cidade. Na véspera da partida, na madrugada de 12 para 13 de agosto, finalmente Albertina entrega-se a Arthur.

Albertina passou cinco meses em Bebedouro e retornou à residência da mãe em São Paulo. Estava grávida. O bebê, uma menina, nasceu na Maternidade6 dia 13 de maio do ano seguinte e D. Rosa mandou entregá-lo a Arthur Malheiros, que por sua vez o depositou no Asylo dos Expostos7.

Apesar da insistência de amigos da família de Albertina, Arthur negou-se terminantemente a casar-se com ela.

Albertina, depois de alguns anos, finamente conseguiu estabelecer-se como professora, em Matto Grosso de Batataes8. Foi aí que conheceu Eliziário, que também lá lecionava, e começaram a namorar. Eliziário foi transferido para Ribeirão Preto, mas logo conseguiu a transferência de Albertina para aquela cidade e continuaram juntos. Até que em 1908 fazem planos de casamento.

Albertina entra de férias e vem passar uns dias em São Paulo com a mãe e conta-lhe das intenções de casamento. D. Rosa opõe-se, mas Albertina estava disposta a casar-se assim mesmo.

Janeiro de 1909, novas férias e nova viagem a São Paulo. Albertina contou à mãe que ia casar-se de qualquer forma e Eliziário já tinha os papéis preparados. Albertina ficou uns dias em São Paulo e partiu para passar uma temporada no Rio de Janeiro. Até que recebeu uma carta de Eliziário pedindo-lhe que voltasse a São Paulo onde se encontrariam.

No dia 18 de fevereiro encontrou-se com Eliziário e hospedaram-se no Hotel dos Viajantes9 no Brás, onde se registraram como Eliziário da Veiga e Albertina da Veiga, casados e procedentes de Campinas. Pernoitaram duas noites neste hotel e no sábado foram ao cartório de Brás para o casamento. Casaram-se sem nenhuma cerimônia, com testemunhas arranjadas pelo juiz de paz. Voltaram ao hotel, fecharam a conta e seguiram para o Hotel Bella Vista. Lá foram recebidos por Cherubim Sarti, um dos proprietários, que lhes designou o quarto 59 do anexo da Galeria de Cristal. Foi quando Albertina contou a Eliziário sobre sua aventura com Arthur Malheiros de Oliveira.

Conforme o depoimento de Albertina, Eliziário cogitou em anular o casamento quando soube do fato. Talvez tenha sido neste momento que começou a formar-se em Albertina o plano para matar Arthur.

No dia seguinte, domingo, Albertina vai visitar a mãe, que nesta época morava na Rua Xavier de Toledo, 38. Contou-lhe então sobre o casamento e de seu plano de vingar-se de Arthur, com ou sem a ajuda de Eliziário.

Enquanto Albertina visitava sua mãe, Eliziário caminhava pela cidade tentando encontrar Arthur. Não o conhecia, a única coisa que sabia era que devia ter 25 anos e tinha se formado no ano passado.

Passando pela Rua Direita viu no Wollsack10 o nome de Arthur no painel de fotos com os formandos do ano anterior. Gravou bem sua fisionomia e quando voltou ao hotel contou a Albertina seu achado. Combinaram então de procurá-lo e atraí-lo ao hotel.

Na manhã de terça-feira, a pedido de Albertina, sai para comprar uma faca de ponta numa casa de armas e cutelaria na Rua São Bento, denominada Ao Dr. das Thesouras11. À tarde saiu à procura de Arthur. Não seria difícil achá-lo. Onde mais estaria um jovem de 25 anos, recém-formado, solteiro, numa tarde de carnaval? Provavelmente pelas imediações da Rua XV de Novembro, pois era por ali que as coisas aconteciam.

Efetivamente, eram quase quatro da tarde quando o localizou à frente do Café Guarany12. Estava com um grupo de rapazes, atirando com um lança-perfume em direção a umas moças que passavam. Eliziário ficou observando-o de longe e, quando Arthur despediu-se dos amigos e tomou o rumo da Praça Antônio Prado, seguiu-o.

Quando já estavam descendo a ladeira de São João13, abordou-o educadamente:

-É o Dr. Arthur Malheiros de Oliveira a quem tenho o prazer de falar?

– Perfeitamente. Em que posso servi-lo?

– Sou do Rio, de onde cheguei há dias. Preciso falar-lhe de negócios importantíssimos e do máximo interesse para o senhor. Como estes negócios têm caráter reservado, se não fosse inconveniente para o senhor, gostaria de tratá-los no Hotel Bella Vista, no suplemento da Galeria de Cristal. Estamos muito próximos.

– Pois não, eu o acompanho.

Talvez o diálogo não tenha sido com estas exatas palavras, mas foi algo equivalente.

Atravessaram a praça, dobraram à direita na XV de Novembro e, em dois minutos subiam a escadaria da Galeria de Cristal. Chegando ao quarto 59, Eliziário muito educadamente convida Arthur a entrar.

Arthur se surpreende coma presença de Albertina, mas assim que Arthur fecha a porta, a moça dispara dois tiros contra Arthur que cai tentando pedir perdão. Albertina dispara um terceiro tiro à queima-roupa na cabeça, porém como Arthur ainda se movesse, pega a faca e faz um profundo corte em sua garganta, quase separando sua cabeça.

Eliziário então sai em direção à sacada da Galeria de Cristal em busca de um policial de ronda. O que aconteceu a seguir já se sabe.

Bem, a história poderia terminar aqui. Um caso de uma jovem desonrada e um marido ultrajado, ambos dispostos cometer um “crime de honra”, de acordo com a moral vigente no início do século passado. Assim o caso foi narrado por Albertina e Eliziário.

Porém, um detalhe mal explicado e um simples acaso trouxeram outra visão ao caso.

O detalhe mal explicado era a razão pela qual o casal tinha se registrado no Hotel dos Viajantes com o nome falso de Eliziário e Albertina da Veiga. Não havia um motivo plausível para isso.

O acaso foi porque Albertina inicialmente ocultara o fato de que passara uma temporada no Rio. Quando contou, disse que tinha ficado numa pensão, porém não se recordava do nome. O delegado já estava considerando o fato como irrelevante. Mas, quando ia ser transferida para a prisão, Albertina pediu para trocar de vestido. Ao abrir a mala o delegado encontra um papel pardo de embrulho com os dizeres: “Albertina da Veiga, Pensão Americana. Rua Larga, 176 – Rio de Janeiro”.

O delegado então disse a Albertina que já sabiam que sua companhia no Rio havia sido Eliziário. Nesta altura era apenas uma conjectura destinada a fazer com que Albertina entrasse em contradição, porém Albertina continuou firme em sua negativa.

Mas o delegado recebeu da polícia carioca a confirmação de que efetivamente “Eliziário da Veiga e Albertina da Veiga hospedaram-se na Pensão Americana no dia 23 de janeiro, saindo aquele a 28 e esta a 18 de fevereiro”. O jornal carioca Folha do Dia entrevistou os donos da pensão que, além de confirmarem a hospedagem, declararam que os dois se diziam casados e comportavam-se como tal.

Houve também testemunhos de moradores de Ribeirão Preto que atestaram que o comportamento de Albertina não era compatível com os padrões de moral exigidos para uma moça solteira da primeira década do século XX.

O relatório final do inquérito não foi nada favorável. Albertina foi acusada de assassinato e Eliziário de coautor. Excluiu-se formalmente a escusa “crime de honra”.

Albertina Barbosa foi julgada em 28 de junho de 1909, em estado avançado de gravidez. Foi absolvida por unanimidade de votos, sendo posta em liberdade. Mas este seria o primeiro julgamento. No segundo, em 26 de janeiro de 1910 seria condenada a 25 anos e seis meses de prisão. De volta à prisão.

Albertina ainda seria julgada mais três vezes, o quinto e último julgamento foi em 25 de novembro de 1911, sempre absolvida.

Eliziário Bonilha foi a julgamento em 29 de novembro de 1911 e novamente em 20 de janeiro de 1913. Foi absolvido nos dois.

Careta ed40 1909 1 Maria Lourdes Pereira

Albertina Barbosa, o corpo de Arthur Malheiros no necrotério do Araçá. e por ocasião de sua formatura. Fotos da Revista Careta, edição 40 de 1909.

O cortejo fúnebre saindo da casa da Rua General Osório, onde morava Antonio Malheiros e o enterro no cemitério do Araçá. Fotos das revista Careta edição 40 de 1909.

Notas

As informações contidas neste relato foram todas obtidas das séries de reportagens publicadas nos jornais Correio Paulistano e O Estado de S. Paulo de 24/02/1909 a 21/01/1913, exceto onde se indicar outra fonte.

As fotos da revista Careta foram gentilmente cedidas pela colega Maria Lourdes Pereira.

1 – Ver jornal Correio Paulistano de 15/11/1900, pág. 1.

2 – Landô –  Em Portugal landó, carruagem de quatro rodas cuja dupla capota se pode levantar ou abaixar, como melhor convier

3 – Óculos sem haste que se prende no nariz por pressão dos aros.

4 – Em São Paulo, no ano de 1908 Michel Trad assassinou seu sócio Elias Farah, escondendo seu corpo numa mala. O caso ficou conhecido como o primeiro crime da mala. Ver O Estado de São Paulo de 23/09/1908 pág. 3.

5 – Edifício onde está atualmente a Secretaria da Educação na Praça da República

6 – Maternidade de São Paulo. Criada pelo Dr. Bráulio Gomes em 1894, instalou-se numa casa na rua que hoje leva o seu nome. Foi transferida para uma casa na ladeira Sta. Ifigênia e em 1904 para o prédio construído exclusivamente para este propósito na Rua Frei Caneca. Foi desativada em 2003.

7 – Criado pela Santa Casa de Misericórdia em 1824, foi transferido para o bairro do Pacaembu, na antiga Chácara Wanderley. Ver Rocha, José Fernando Teles da, Vivendo e aprendendo: Práticas sociais e pedagógicas no Asilo dos Expostos da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo 1896 – 1950. USF.

8 – Atual cidade de Altinópolis. Na época era distrito de Batatais e conhecido por Mato Grosso de Batatais.

9 – Situava-se na Av. Rangel Pestana, 259 (antigo). Ver O Estado de S. Paulo de 20/09/1909 pág. 7.

10 – Estúdio de fotografia situado à Rua Diretita, 2 (antigo). Fundado em 1880 por José Wollsack. Ver Correio Paulistano de 02/09/1904 pág. 7.

11 – Ficava na Rua São Bento, 88 (antigo). Ver O Estado de S. Paulo de 18/12/1926 pág. 9

12 – O afamado Café Guarany ficava na Rua XV de Novembro, 52 (antigo), ao lado da Galeria de Cristal. Da mesma forma que a Galeria, tinha entrada também pela Rua Boa Vista, 15 (antigo), onde tinha seu restaurante inaugurado em junho de 1900. Ver Correio Paulistano de 04/06/1900.

13 – Começo da atual Av. São João antes do alargamento. Era uma ladeira íngreme. Ver Marques, Cícero, De Pastora a Rainha, 1944.

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  1. carla_battistella@hotmail.com
    28/02/2015 às 20:20

    Eu achei interessantíssimo este caso.Muito bom mesmo. Gostaria que vc escrevesse algo sobre o crime do Castelinho da rua Apa também!

    • Edison Loureiro
      01/03/2015 às 10:07

      Está anotado Carla. Obrigado.

  2. Regis Navarro
    02/08/2015 às 00:06

    Sou neto dos fundadores do Café Guarany. O local era frequentado pelos formadores de opinião, e Monteiro Lobato era frequentador assíduo. É bom saber que há pessoas que pesquisam e compartilham informações da época. Parabéns.

    • Edison Loureiro
      02/08/2015 às 11:00

      Obrigado Regis. O artigo “O Café e a Tartaruga” conta a história do Café Guarany.. Provavelmente você vai gostar de ler.

  3. alexandre.
    17/01/2016 às 10:26

    Bom o Brasil já tem um histórico de impunidades, pelos fatos a moça matou e ainda foi absolvida, um absurdo, bandidos já eram absolvidos.

  4. 29/05/2017 às 14:45

    Excelente Blog. Gostei muito e pode ter certeza que voltarei muitas vezes aqui.
    Obrigado por compartilhar. http://fotografodecasamentoemcampinas.wordpress.com

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