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Archive for the ‘Memorabilia’ Category

Túnel da Mantiqueira

Quem gosta de história de São Paulo, sobretudo ferroviária ou a respeito da Revolução de 1932, já deve ter topado com o famoso Túnel da Mantiqueira.

Construído pela The Minas and Rio Railway em 1882, o túnel possui quase 1 km de extensão e liga as cidades de Cruzeiro e Passa Quatro.

Foi cenário importante durante a Revolução de 1932 pois tornou-se palco da principal batalha travada entre as tropas paulistas e as tropas leais a ditador Getúlio Vargas. Nesse local, fora e dentro do túnel, cerca de 250 paulistas perderam a vida ao defender o terreno do avanço das tropas federais.  Durante dois meses, de 10 de julho de 1930 até 12 de setembro os paulistas conseguiram manter o túnel, porém, com o avanço mineiro em outras linhas de batalha, os francos dos que guardavam o túnel acabaram desprotegidos e os paulistas acabaram por abandonar a posição.

Na foto abaixo, D. Pedro I, a Imperatriz Tereza Cristina, a Princesa Isabel, seu marido o Conde D´Eu, posam junto com operários, empresários e ministros na boca do Túnel da Mantiqueira em fins de 1882.

Grupo tirado na entrada do túnel da Mantiqueira, lado paulista, quando ainda estava em construção. No primeiro plano, da esquerda para direita: d. Pedro II, d. Augusto Leopoldo, d. Teresa Cristina, conde d' Eu, princesa Isabel, d. Pedro Augusto e Luís Pedreira do Couto Ferraz, visconde do Bom Retiro. Atrás da imperatriz, no último plano, ministro da Guerra Afonso Augusto Moreira Pena, usando bigodes e chapéu. Vê-se ainda Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, senador; Jesuíno Lamego Costa, barão de Laguna; Manuel Alves de Araújo, ministro da Agricultura; Afonso Celso de Assis Figueiredo, visconde de Ouro Preto; Christiano Benedito Otoni, senador e construtor da Estrada de Ferro D. Pedro II; Josefina da Fonseca Costa, baronesa da Fonseca Costa; Herbert Edgell Hunt, empreiteiro representante da Waring Irmãos; engenheiros Burnier e Alvim; engenheiro fiscal Francisco Miranda de Azevedo e o seu irmão, médico da Companhia Estrada de Ferro D. Pedro II; deputado geral Olímpio Oscar de Vilhena Valadão; engenheiro Ferreira Pena; Parreiras Horta (do Ministério da Agricultura) e major Manuel de Freitas Novais. [Marc Ferrez]. 25 de junho de 1882. Colódio?, 50 x 40,7 cm. Coleção Museu Imperial (III-1-1-Nº 1)

Grupo tirado na entrada do túnel da Mantiqueira, lado paulista, quando ainda estava em construção. No primeiro plano, da esquerda para direita: d. Pedro II, d. Augusto Leopoldo, d. Teresa Cristina, conde d’ Eu, princesa Isabel, d. Pedro Augusto e Luís Pedreira do Couto Ferraz, visconde do Bom Retiro. Atrás da imperatriz, no último plano, ministro da Guerra Afonso Augusto Moreira Pena, usando bigodes e chapéu. Vê-se ainda Joaquim Delfino Ribeiro da Luz, senador; Jesuíno Lamego Costa, barão de Laguna; Manuel Alves de Araújo, ministro da Agricultura; Afonso Celso de Assis Figueiredo, visconde de Ouro Preto; Christiano Benedito Otoni, senador e construtor da Estrada de Ferro D. Pedro II; Josefina da Fonseca Costa, baronesa da Fonseca Costa; Herbert Edgell Hunt, empreiteiro representante da Waring Irmãos; engenheiros Burnier e Alvim; engenheiro fiscal Francisco Miranda de Azevedo e o seu irmão, médico da Companhia Estrada de Ferro D. Pedro II; deputado geral Olímpio Oscar de Vilhena Valadão; engenheiro Ferreira Pena; Parreiras Horta (do Ministério da Agricultura) e major Manuel de Freitas Novais.
[Marc Ferrez]. 25 de junho de 1882. Colódio?, 50 x 40,7 cm.
Coleção Museu Imperial (III-1-1-Nº 1)

Ex-libris sobre São Paulo

Matéria do jornalista Edison Veiga do jornal O Estado de São Paulo falando sobre a minha coleção de Ex-Libris com alguns destaques referentes a São Paulo

 

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Santinhos da Elite Paulista

Com a implatação da estrada de ferro na segunda metade do século XIX, a produção cafeeira passou a escoar mais rapidamente. O trem descia a Serra do Mar com o café e subia carregado de materiais importados da Europa. A entrada em grande escala desses produtos pode ser notada em algumas construções remanescentes do período e de outras formas, no dia-a-dia das famílias paulistanas. Abaixo seguem alguns santinhos que selecionei da minha coleção; todos foram impressos em Paris. Parece que a produção da oficina gráfica existente na Rue Saint Sulpice acompanhava os paulistas em diversas fases da vida, desde a primeira comunhão até os funerais.

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